quinta-feira, maio 07, 2009

Lembrou-se...

Abriu os olhos e sentiu o Sol ofuscando-os. Fechou. Abriu de novo, desta vez um pouco menos dolorosamente. Sentiu o cheiro de solidão, e olhou em volta. Estava sozinho. Estava esquecido. Estava num deserto!
Caminhava com dificuldade pela areia escaldante, e sentia a irá das pessoas que acreditavam nele queimando sua pele. Ou talvez fosse o calor, já não mais distinguia o que estava sentindo. Apenas dor e solidão. Sentia-se fraco e impotente, e parecia que nunca terminaria a dor que estava sentindo. O deserto parecia cada vez mais quente, e, por mais que se esforçasse, cada vez mais difícil que conseguisse escapar com vida.
Respirou fundo, e pensou que havia chegado a hora de deixar seus sentimentos de lado. Viraria um robô, mecânico e sem emoção? Sim, viraria um robô, sem sofrimento nem expressão.
Então ouviu o doce canto da garota que sempre amou, e lembrou-se que sofrimento não era o único caminho, e que fazer-se de vítima não era a saída dos fortes.
Abriu o olhos novamente e viu-se num lugar bom, e soube que sempre havia outro caminho que fosse mais agradável.

2 comentários:

Laurinha B disse...

Issaê, mano. Tamo junto.
Obs.: Acho que tem corinthianos demais na minha vida.

Licianne disse...

"fazer-se de vítima não era a saída dos fortes"
Sempre digo isso à mim mesma e a quem precisa escutar.
É isso aí JP, e parabéns pelo final otimista do texto.