terça-feira, maio 19, 2009

Expresso Paraíso.


-Oi.
-Oi.
-O que você faz aqui?
-Ah... sei lá, eu vi passando e resolvi subir...
-Desça do trem, ele não vai aonde você deve ir hoje.
-Mas a sensação é boa, aqui não existe dor nem sofrimento, culpa nem rejeição.
-Aqui não é seu lugar. O destino desse trem não é aonde você deve ir agora.
-Mas... se eu descer, eu...
-Do que você tem medo?
-Se eu descer... eu nunca mais vou te ver?
-Provavelmente não...
-Então, por que você quer que eu desça?
-Porque é a coisa certa a fazer. O caminho desse trem não deve ser tomado por você. Não agora. Não dessa forma.
-Mas eu não quero ir embora... eu não quero que você vá embora, quero ficar com você.
-Não dá pra você ficar comigo. Saia enquanto é tempo.
-Mas a sensação de estar aqui é boa... é quente e confortável...
-É, isso é chamado Paraíso.
-Então é pra lá que estamos indo?
-Não.
-Mas...
-Eu estou indo pra lá, você fica no caminho.
-Mas... e se eu quiser ir?
-Não cabe a você decidir. Abandone seu medo, me deixe ir.
-Mas eu não quero... eu te amo...
-Eu também te amo, mas eu tenho que ir, e não posso te levar.
-Então me dá tua mão... me promete que vai lembrar de mim, que um dia vai ficar comigo de novo...
-Não posso.

Um comentário:

Jean disse...

um pouco confuso, mas nao deixa de ser uma ótima história. será q vale a pena lutar por um amor q tem q ser separado, até msm pela morte ? ;~~