sexta-feira, outubro 09, 2009

A borboleta.

Foi o céu que sumiu? Minha cabeça não raciocina mais.
Foi o sol que apagou? Quem foi que o roubou?
Ou será que apenas começou a chover?

Nessa hora a água já não cai mais,
Mas o estrago está feito, o chão está molhado.
As plantas se afogam, falta ar.
Privação de sentidos. É isso que acontece.
Nesse estado de transe que nos vemos...
Me sinto uma borboleta. Atraído pela luz.
Sei que é mortal, mas sigo em frente.
Não sei bem o motivo, mas sei que sigo.
E essa luz... Ah, a luz...
Amarela ou branca?
Desce nos olhos, entra no cérebro.
E já não sou mais uma borboleta.
E nenhuma luz me atrai.
Agora, EU sou a luz.

2 comentários:

Alan disse...

Esse poema foi tão impressionista que fica até difícil comentar!
Só dá pra elogiar a composição, que foi muita bonita, por sinal.

Jean disse...

alguns caminhos, mesmo destrutíveis e perigosos, nos atraem e por algum motivo que não consegui entender até hoje porque msm estando cientes do que possa acontecer nós continuamos em frente, sempre gananciosos. no final sempre nos tornamos fruto do que encontramos no fim do caminho ;p