quinta-feira, junho 18, 2009

Hum...

Eu não estava com vontade de publicar essa produção, mas alguns fatores, entre eles o ego, fizeram com que ela visse a luz do dia. Realmente eu achei o tema meio pesado, e o linguajar meio... nevermind.
Bem, então é isso:


Pois então tu ages como santa.
Iludes tua mãe e orgulhas teu pai.
Eles não se perguntam aonde tu vais quando cai a noite.
Pois bem, nem deveriam.
Afinal, és a menininha de teu pai.
Afinal, és o bibelô da casa.
Mas naqueles lugares onde deixastes tua inocência repousa algo que se alimenta dela.
E o que restou dela tu não irás conseguir retomar.
E ficarás nesse estado de dançar por redenção.
Dançando nesses lugares sujos.
Rezando por amor e pagando por prazer.
E é num ambiente assim que teus pais nunca jurariam te encontrar.
Não a menininha deles.
E o desconhecido se aproveita de teus serviços.
Num quarto pequeno e escuro tu finges enquanto ela sua.
E tua vida não passa de um baile de máscaras.
Mas a dança é interminável, e a música pode ser tocada apenas com uma nota.
Pedes perdão por teus pecados, pois sabes que tua vida está descendo uma ladeira inacabável.
E o que preenche teu interior não vai preencher o vazio da tua alma.

5 comentários:

Jean disse...

João um poeta pornográfico.

Licianne disse...

João um poeta pornográfico. [2]



hehehehe, essa foi engraçada.

Laurinha B disse...

Desculpa, tá, eu tive um preview desse hehehe.
Continuo gostando, mesmo já tendo lido antes.
Ei, os melhores escritores não são assim?
(Elogio disfarçado ;D)

Alan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alan disse...

Só hoje reli e entendi melhor. Verdade seja dita: esta está no rol das suas melhores poesias.

(...)Num quarto pequeno e escuro tu finges enquanto ela sua.(...) :x