sábado, maio 09, 2009

O rotina do cotidiano imprevisível.

Independente da hora que acordo, é sempre a mesma hora. 5h. Cravado. Mas já passou das 9h e ainda estou aqui. Independente de como tenha dormido a noite, estou com sono, e reclamo que dormi mal. Independente de como minha vida esteja, sempre acho uma droga, e faço-me de vítima mesmo sem querer.Independente do meu dia, sempre foi igual ao passado. Tão igual como água e vinho...
Sempre espero um dia feliz, e quando ele vem, penso que foi uma droga para continuar esperando. Idealizo coisas que não precisam ser idealizações só para ter algo em que pensar. Mantenho-me nesse tipo de vida por medo de mudar. Não caio, pois não sei se tenho quem possa me segurar.
Nunca quis me jogar, mesmo sabendo voar. Nunca quis realizar, pois gosto de imaginar. Nunca quis te ter, pois nunca quis te deixar.Nunca quis gostar, apenas por medo de me decepcionar.

quinta-feira, maio 07, 2009

Lembrou-se...

Abriu os olhos e sentiu o Sol ofuscando-os. Fechou. Abriu de novo, desta vez um pouco menos dolorosamente. Sentiu o cheiro de solidão, e olhou em volta. Estava sozinho. Estava esquecido. Estava num deserto!
Caminhava com dificuldade pela areia escaldante, e sentia a irá das pessoas que acreditavam nele queimando sua pele. Ou talvez fosse o calor, já não mais distinguia o que estava sentindo. Apenas dor e solidão. Sentia-se fraco e impotente, e parecia que nunca terminaria a dor que estava sentindo. O deserto parecia cada vez mais quente, e, por mais que se esforçasse, cada vez mais difícil que conseguisse escapar com vida.
Respirou fundo, e pensou que havia chegado a hora de deixar seus sentimentos de lado. Viraria um robô, mecânico e sem emoção? Sim, viraria um robô, sem sofrimento nem expressão.
Então ouviu o doce canto da garota que sempre amou, e lembrou-se que sofrimento não era o único caminho, e que fazer-se de vítima não era a saída dos fortes.
Abriu o olhos novamente e viu-se num lugar bom, e soube que sempre havia outro caminho que fosse mais agradável.

sexta-feira, maio 01, 2009

Um pouco dos meus dilemas...

É, finalmente com uma poesia que realmente tenha uma história nas entrelinhas...
Provavelmente necessitará explicação pra ser realmente compreendida, mas... who cares?


Podemos chegar mais perto?
(Podemos compartilhar medos e desesperos?
Podemos ser a coisa mais valiosa na vida um do outro?
Podemos ser A vida um do outro?)

Posso segurar tua mão?
(Posso tremer, culpar a aflição?
Posso esperar, até ansear, pela sua compreensão?
Posso negar sua compaixão?)

O que virá depois?
(O que me dirá quando me descobrir?
O que me dirá, quando não me ver sorrir?
O que me dirá quando começar a sentir?)

Devo me despedir com um beijo?
(Devo te contar meu desejo?
Devo te dizer meus planos pro futuro?
Devo te deixar fazer parte dele?
Devo te pedir para fazer parte dele?)


Postem suas impressões. ;D

sábado, abril 25, 2009

Amor?


Ela só quer que você a ame.
Não simplesmente ame, mas ame por completo.
Faça-a sentir-se segura.
Faça o seu calor significar conforto.
Esteja sempre lá.
E ela estará sempre por ti.
Independente de onde.
Não depende como.
Apenas estará.
E terá certeza que você também estará.

Faça uma surpresa.
Mande flores, um presente.
Algo bobo, mas que diga
"Lembrei de você, e meu dia ficou feliz."
E ela também ficará feliz.
Deixe um bilhete.
Ou simplesmente mande um beijo.
Mostre seu desejo.

Não tenha medo de dizer
"Eu te amo"
E tenha certeza que continuará amando
Mesmo quando ela mudar.
Quando ela se transforma.
Ela não será a mesma pra sempre, sabia?
Mas mesmo assim, continue dizendo
"Eu te amo".
Mas diga de verdade.
Diga fazendo significar algo.

"Eu te amo,
Provavelmente mais que amo a mim mesmo,
Mais que amo a tudo,
EU te amo".

sábado, abril 18, 2009

O começo do sempre.

O começo do Sempre.
Durante uma conversa, essa semana, me deparei com algo que eu realmente não encontrei uma explicação lógica: Onde começou o que chamamos de todo o tempo do mundo? Aquilo conhecido como sempre?
Afinal, tudo tem que ter começado de algum lugar, alguma hora, certo? Certo...?
Será que esse universo em que vivemos é apenas um ciclo, e o “Sempre” é o começo desse ciclo? Sendo assim, o tempo esteve ai desde o começo do primeiro “Sempre”. Ou seja, o tempo, literalmente, esteve ai por todo o sempre. Ou por todos os “Sempres”.
Será que só o tempo poderá dizer como tudo começou? O tempo seria a resposta? Devido a sua importância recém- adquirida, acho que “Tempo” é mais apropriado que tempo apenas, não?
Bem, se tudo teve que começar de algum ponto, o “Tempo” começou junto com o primeiro “Sempre”? Ou o primeiro “Sempre”, após ter surgido, criou o “Tempo” para que as coisas pudessem ser reguladas por uma ordem lógica de periodicidade? Bem, se foi assim, o “Tempo” voltaria a ser tempo, pois não teria todas as respostas. Que feio, Sr. tempo...
Mas o “Sempre” que conhecemos... de onde veio? A minha crença, sobre uma força que reuniu tudo o que havia disponível ao seu redor e criou o que conhecemos, não é fácil de explicar. Mas o momento em que essa “Força” conseguiu estabelecer o equilíbrio entre o que existia e o que tentava existir seria o começo do nosso ciclo, que conhecemos apenas como sempre. E que se chama “Sempre”.




PS.: Tema inspirado durante uma conversa com o Alan.

segunda-feira, abril 13, 2009

Sociedade consumista.


Consumismo.
O que há de errado com o mundo? Nada faz sentido.
É, pode ser apenas culpa do capitalismo. Um pecado, o consumismo.
Mas o mundo tem coisas piores, alguém irá dizer, e terei que concordar.
O mundo não me deixa negar. O mundo não me deixa falar. O mundo não me deixa respirar.
Com guerras, fome e problemas sociais, como podemos reclamar do consumismo?
Fácil. Ele é o que mais nos afeta, e o que menos nos preocupa.
Aonde o mundo vai, se nem de lado podemos olhar sem ver algo para comprar?
Inundados de ofertas, capacidades de compras e "qualidade" superior.
Será que tudo é necessário?
Será que tudo não faz parte do nosso fetiche imaginário?
Todos estão loucos? Ou será que sou eu?
Não consigo entender a sociedade que hoje existe, e discordo do que impera.
Será que a falha é minha ou da conjuntura?
Quando encontro alguns como eu, somos taxados de revolucionários.
Alguns me chamam de rebelde sem causa, mas minha causa é meu motivo.
Meu motivo não precisa ser dito, pois sei que estou fazendo o que acho certo.
E o certo é discordar da sociedade consumista em que vivemos.

quinta-feira, abril 09, 2009

Falante de Esperanto.

As vezes me sinto como um falante de Esperanto.
Me esforcei para saber como entender e ser entendido por todos, mas foi tudo em vão. Ninguém compartilhou meu esforço, e quando falo, me acham louco.
Me esforço para passar minha mensagem, incompreendida mensagem, e só vejo desentendimentos de toda parte. E o mesmo acontece ao inverso. Mas eu vou me esforçar, achar um jeito de mudar, e encontrar um caminho. Um caminho para que? Sei lá. Aonde esse caminho dará? Tanto faz o lugar. Mas assim não pode continuar, se meus pensamentos não puderem se mostrar.